História, história, estória


Eis que, finalmente, me dei ao trabalho de ir averiguar uma temática que me irrita supinamente mas, que para a qual tinha de existir alguma explicação.

A utilização da palavra «estória» - que começou a ter uma utilização relativamente recente - é algo que me tira do sério. Não tenho nada contra a palavra apenas acho que é uma tontice pegada, criada propositadamente para provocar discórdia.

Eu estou do lado dos que defendem que esta palavra - estória - é uma invenção que não traz, nem acrescenta nenhuma mais-valia à língua portuguesa. Utilizar esta palavra sob pretexto de que estamos a narrar factos imaginários, de ficção é - na minha modesta opinião - uma imbecilidade e por isso recuso-me a utilizá-la.

Quando pretendo distinguir a narração de factos reais da narração de factos ficticios, apenas troco o «H» maiúsculo, pelo «h» minúsculo. Foi assim que me ensinaram na escola e não vejo qualquer necessidade de recorrer às línguas anglo-saxónicas como fonte de inspiração, para inventar uma nova palavra que me vai resolver um problema que, na realidade, não existe.

Quando eu quero inventar palavras - e uma vez que não linguísta, como o Tolkien - recorro a um gerador online e crio, praticamente, uma língua inteira, com as regras certas e com a fonética adequada (que aliás foi o que fiz para criar 2 línguas para a história que estou a escrever).      

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