Breve introdução ao conto da "Vivi e do Zeka"

Ilustração de Bec Winnel


Ora bem, a pedido de várias famílias (neste caso, da Elena) e antes de publicar o pequeno conto da "Vivi e do Zeka", tenho de vos explicar um pouco do contexto em que decorre a história. Assim sendo, a trama (ou o drama) entre estas duas personagens vem na sequência de um jogo de Roleplay, que eu e a minha amiga jogávamos por email (e eu não era o mestre de jogo, felizmente).

Aquilo era uma coisa um bocado diferente, um universo bem alternativo derivado de uma mistura entre Dungeons&DragonsForgotten Realms, que começava no presente mas depois íamos todos parar à Terra da Fantasia, onde existia toda aquela panóplia de criaturas extraordinárias. Confesso que naquela altura não conhecia nada sobre os Drow (sim porque existem Drows na história), nem sabia o que é aquilo era mas, depois de participar nesta história passei a perceber mais um pouquinho.

Passemos então à explicação sobre quem era quem:
  • a Vivi (de seu nome Viviane e jogada pela minha amiga) era a irmã gémea da Lili (de seu nome Liliane e jogada por euzinha) e as moças trabalhavam numa florista. Nenhuma delas tinha grandes atributos, a Vivi era um doce de pessoa mas tinha uma enorme queda para o desastre. A Lili era ao contrário, não era inclinada para o desastre mas tinha um temperamento do cão.


Arte de Mathia Arkoniel
  Zeka, foi o nome que demos a Zekaufein Noquana (uma personagem jogada por um outro jogador), um jovem Drow que queria ser um assassino (quando fosse grande e se não morresse entretanto) e que achava que a vida lhe corria mal porque não conseguia matar esquilos, nem qualquer outro tipo de animais - comumente - considerados fofinhos.

A verdade é que ele tinha toda razão para achar que a sua vida estava mal encaminhada porque, considerando os elevados standards obscuros da sociedade Drow, era um verdadeiro milagre o pobre Zeka ainda estar vivo. Como ele tinha consciência disto, assim quando lhe foi dada a oportunidade de ir à superfície - com um grupo - pilhar e saquear ele aproveitou. Era a hipótese que ele tinha para provar que, aos olhos da sua sociedade, não era nenhum inútil.

Portanto, quando ele achava que nada mais de errado lhe podia acontecer na vida e a partir de agora só podiam acontecer coisas boas, eis que lhe cai a Vivi em cima. Literalmente. Caiu a Vivi, caiu a Lili, caiu toda a gente.

Até hoje não sei muito bem qual era a ideia original do mestre de jogo mas, penso que ele não ponderou muito bem as consequências de ter uma personagem azarada na história. Tirando isso, foi um jogo bastante divertido até porque, de acordo com os relatos (de outros jogadores mais habituados a jogar com personagens Drow), nunca tinham visto nenhum Drow ser tão tripudiado com o pobre do Zeka.   

Comentários