Um momento zen da língua Portuguesa


Por toda a parte a água sussurrante, a água fecundante... Espertos regatinhos fugiam, rindo com os seixos; grossos ribeiros açodados saltavam com fragor de pedra em pedra; fios direitos e luzidios como cordas de prata vibravam e faiscavam das alturas dos barrancos; e muita fonte, posta à beira de veredas, jorrava por uma bica, beneficamente, à espera dos homens e dos gados...


in "A Cidade e as Serras"

 

Cada dia que passa, apunhalamos a língua portuguesa mais um pouquinho e sempre que isso acontece eu recordo-me do «tio» Eça.

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