quinta-feira, 28 de maio de 2015

D. CARLOS. História do seu reinado. - por ROCHA MARTINS ou das preciosidades que andam aos trambolhões lá por casa

maio 28, 2015 0 Comments
Pois é verdade no verão de 2014, o meu pai descobriu lá por casa um monte de papeis  bem atadinhos com um cordel.

A decisão estava praticamente tomada e o destino dos papeis era o lixo. Felizmente, num fim de semana que por lá passei, o meu progenitor agarrou na papelada (que mais parecia um monte de jornais velhos prontos para ir para incineradora), espeta com eles em cima da mesa e diz assim:

"Estava mesmo à tua espera, para ver se queres isto ou posso mandar para o lixo"

Quando olho para a primeira folha vejo isto:

 
 
Como podem calcular ia tendo uma coisinha má.
 
Lixo????
 
Como assim LIXO???
 
Isto não vai para o LIXO nem por cima do meu cadáver!
 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Um momento zen da língua Portuguesa

maio 27, 2015 0 Comments

Por toda a parte a água sussurrante, a água fecundante... Espertos regatinhos fugiam, rindo com os seixos; grossos ribeiros açodados saltavam com fragor de pedra em pedra; fios direitos e luzidios como cordas de prata vibravam e faiscavam das alturas dos barrancos; e muita fonte, posta à beira de veredas, jorrava por uma bica, beneficamente, à espera dos homens e dos gados...


in "A Cidade e as Serras"

 

Cada dia que passa, apunhalamos a língua portuguesa mais um pouquinho e sempre que isso acontece eu recordo-me do «tio» Eça.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Da beleza do futebol

maio 26, 2015 0 Comments



“Ah sim, a beleza. O jogo é bonito, os jogadores são bonitos porque são jovens. Mas a beleza, com ser essencial, não se basta e não basta. É parte integrante de um conjunto em que também entra a sabedoria, ou melhor a sageza. Sem o conjunto, a beleza não passa de cenário. Veja: essa beleza do futebol já nem sequer traduz o exercício de um desporto, mas a produção de um espectáculo. Portanto, é puramente circense. O circo foi o maior vício de Roma, porque dessacralizou os jogos. Os Gregos começaram-nos para honrar os Deuses e os Heróis, mas o processo acabou tristemente no hipódromo romano, com os clubes transformados em partidos políticos. Hoje, a tendência é mais ampla: os clubes transformam-se em nações, são o único polo de fidelidade.”  - João Aguiar in Diálogo das Compensadas.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Quando jogava por email.

maio 25, 2015 0 Comments

Durante muitos anos joguei Role-play. Na realidade, quase que passava fins de semana inteiros a jogar Role-play, era giro, divertido e bastante animado.

Quando se tornou mais complicado reunir as pessoas todas para jogar, passei a jogar Pbem (i.e Play by email), ou seja comecei a jogar por correio eletrónico, através do Yahoo Groups. Foi uma experiência absolutamente fabulosa que me enriqueceu as competências escritas ao nível da língua inglesa.

Inicialmente, comecei como uma simples jogadora mas rapidamente ascendi a mestre de jogo e a criar as minhas próprias histórias e os meus próprios cenários. Coordenar 10 jogadores, a descrever as  ações, perspetivas ou sentimentos das suas personagens numa história, sem nunca perder o fio à meada era brutal e alucinante. É como estar a escrever uma história a 20 mãos em que no fim tudo se encaixa.

Tenho quilómetros destes textos que por acaso sobreviveram a diversas limpezas. A imagem acima é exemplo de um desses jogos.

Podem perguntar-me "Porquê em inglês e não português?" bom... porque na altura não encontrei nada em Português, enquanto que em inglês haviam jogos e grupos destes aos pontapés. Mas, é pena que nunca tenha encontrado nada em Português porque, para quem gosta de escrever e criar histórias e enredos, este é um daqueles exercícios fenomenais em que somos desafiados constantemente. Aprendemos muito cedo que não há cenários à prova de bala e que mesmo que se tenha tudo muito bem pensadinho, vai sempre haver uma criatura que se vai  lembrar de algo que nós não nos lembrámos e que torna tudo muito mais animado.

Ao nível da escrita, esta foi - sem dúvida - uma das melhores experiências que já alguma vez tive.

Fiquem bem.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015

8 dias de cinema no Anãozinho de Jardim

maio 21, 2015 0 Comments
Channing Tatum

Ora bem, esta semana resolvi dedicar parte do meu tempo... 8 dias (tal como diz o título)... a ver filmes. Como não sabia muito bem que temática havia de selecionar, fiz como o capuchinho vermelho e fui por uma atalho, então escolhi antes um actor.

E assim escolhi o actor Channing Tatum. Porquê? A resposta é simples, porque no Domingo estive a ver o filme Júpiter Ascending e achei que era uma boa ideia conhecer a versatilidade de papeis desempenhados pelo rapaz (excepto comédias românticas e/ou cenas demasiado românticas porque não tenho paciência para isso).

Então, escolhi alguns filmes de pipoca - que são aqueles que só servem para entreter e têm pouco mais de 5 estrelinhas na IMDB (tipo G.I. Joe e coisas parecidas) - e escolhi outros que de facto têm conteúdo e têm 7 estrelinhas ou mais na IMDB (tipo Side Effects e Foxcatcher).

Só para não ficarem muito curiosos, a resposta é sim. Vi o filme Magic Mike... mas acreditem que não querem saber o que eu acho do filme. No entanto, se quiserem só uma pistazinha, 6.1 estrelinhas na IMDB é muita generosidade e  ainda aí vem a versão XXL (que só o título já dá arrepios de terror).

Enfim, uma coisa de cada vez. Agora, estamos apenas numa de analisar a versatilidade do actor e não tanto a temática dos filmes em que participa.

Fiquem bem.





quarta-feira, 20 de maio de 2015

Estará a escrever sobre o quê?

maio 20, 2015 0 Comments

Quando vi esta fotografia perguntei-me: "Estará aonde, a escrever a quem e a escrever sobre o quê?"

Colocando esta questão em voz alta, é claro que alguém me responderia: "Não tens nada a ver com isso."

É verdade.

A não ser que este rapaz seja uma personagem da minha criação e eu seja uma espécie de Deusa na vida dele. Gosto desta ideia.

Ao contrário do que acontece quando se lê, escrever tem destas coisas. Quando lemos, estabelecemos relações de empatia (ou não) com as personagens, assumimos a condição e a predisposição humana. Quando escrevemos transformamo-nos em deuses. Pomos e dispomos da vida das personagens a nosso bel prazer, mesmo quando - dentro das suas limitações - elas decidem seguir o seu próprio rumo.

Podemos ser generosos, ou não. No fim, a decisão sobre o seu destino estará sempre nas nossas mãos e afinal, todos os Deuses têm os seus caprichos.   

Bom dia a todos.

terça-feira, 19 de maio de 2015

60 Páginas

maio 19, 2015 0 Comments
 
Intrigam-me as histórias que podem ser criadas e contadas em 60 páginas. Penso que é um desafio que me colocarei a mim própria só para ver o que é que daqui sai.
 
 
Estou curiosa.
 
 
Creio que vou repescar uma das minhas crónicas inacabadas.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

As 50 sombras

maio 18, 2015 0 Comments
Ora bem, muito bom dia a todos e - como podem ver - não contente com o descalabro que foram os 2º e 3º livros da trilogia, ontem deu-me na cabeça para ver o filme.

Eu sei, eu sei, foi uma má ideia.

De resto foi - aliás - uma péssima ideia. Gosto do moço, gosto da moça mas, fiquei com a sensação de que estava a ver slides, numa espécie de fotonovela, que contavam bocadinhos da história (do primeiro livro).

E claro, para fazer justiça aos livros, no fim ainda ficou no ar aquela sensação que vai haver outro livro... o que me deixa um bocado preocupada porque este era o melhor dos 3 livros.

Eu devia falar sobre os livros não era? Mas, confesso que só fiquei bem impressionada com o primeiro livro, os outros foram uma repetição e mais do mesmo. A única coisa que fez com que este livro fosse um sucesso foi a abordagem da temática (que nem sequer é nova, há N livros publicados sobre bdsm e N livros sobre Erotica), o resto terá sido uma boa manobra publicitária por parte da editora que soube aproveitar uma maior abertura e receptividade, por parte do público, a estas questões.

Resumindo, no geral, foi um excelente trabalho.

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