Das Manhãs

(...)
O que trazes ao mundo em cada aurora?
 O sentimento só, só a consciencia,
 D'uma eterna, incuravel impotencia,
 Do insaciavel desejo, que o devora!
 
 De que são feitos os mais belos dias?
 De combates, de queixas, de terrores!
 De que são feitos? de ilusões, de dores,
 De miserias, de maguas, de agonias!
 
(...)
Antero de Quental, in 'Sonetos'  

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