Anjos e Demónios - Parte II: Samael



Nas minhas, muito curtas, pesquisas sobre estas coisas de anjos, demónios, paraísos e coisas afins descobri que a Lilith se enrolou com o arcanjo Samael, por sinal, personagem bem mais interessante do que o Adão (pelo menos a julgar pela interpretação gráfica do dito, aqui à esquerda, confesso que compreendo perfeitamente o enrolamento) e ainda por cima, apetrechado com um belo par de asas (sim, porque nestas coisas é sempre positivo quando as criaturas vêm bem apetrechadas... com asas, obviamente).
 
Da rapariga, não tenho nada a dizer, excepto que demonstrou ter um excelente gosto e que bom para ela que não era alérgica a penas, porque se fosse a relação poderia ter sido bem mais complicada (já imaginaram se o Criador a tivesse castigado assim: "Ah e tal, portaste-te mal agora PIMBAS!... vais ser alérgica a penas", era o fim da macacada). Bom, mas adelante rocinante que o anãozinho aqui quer é falar deste rapaz. 
 
Em relação a este moço, de tudo o que tive oportunidade de ler, concluí pelo menos duas coisas:
 
1) que a doutrina diverge e diverge bastante consoante a religião em causa;
2) que o rapaz tem mais alter egos do que eu tenho personagens no Warcraft (e acreditem que eu tenho muitas).
 
No entanto, de uma forma ou outra, existe alguma convergência num ponto. Samael é caracterizado como o anjo caído. Caiu, não porque se enrolou com a Lilith (até porque cada um enrola-se com quem quer), mas porque desafiou a autoridade estabelecida. Trocando por palavras mais correntes do nosso dia a dia, era o revolucionário lá do sítio que resolveu contestar os poderes instalados.
 
Ora bem, não compete julgar as razões que levaram este arcanjo a tomar tal decisão, desde logo porque são motivos que vão ser sempre associados ou a uma crença religiosa ou à eterna luta do Bem versus Mal mesmo que eu os despoje de todo e qualquer elemento que possa conduzir a um juízo de valor. Assim, adoptando um ponto de vista bastante mais prático, se ele achou que se devia rebelar foi porque achou que havia qualquer coisa que não estava a correr bem e a paciência tem os seus limites.
 
No fim, foi o tipo que perdeu e como a história é sempre escrita pelos vencedores, obviamente, que os perdedores nunca podem sair bem na fotografia independentemente da validade (ou não) dos seus motivos. Como calculam, é sempre muito mais fácil rotular transgressores do que tentar compreender as causas da transgressão.
 
Pessoalmente, é uma personagem que me fascina, não por aquilo que é, ou que dizem que é mas pelo facto de existir muito pouco consenso acerca dele e normalmente quando isto acontece, significa que há um gato escondido com o rabo de fora.  
 

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